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por Marcelo de Moraes

Capitais: Ibope indica cenário difícil para mulheres no segundo turno

Cassia Miranda

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O cenário apontado pelo Ibope nas últimas pesquisas é desfavorável às mulheres que disputam o segundo turno das eleições municipais em capitais. Ao todo, cinco candidatas  – três a mais do que em 2016 – brigam ainda pelo comando das prefeituras em Porto Velho, Rio Branco, Aracaju, Recife e Porto Alegre. Quatro delas, segundo os levantamentos, tendem a perder suas respectivas disputas. Apenas Marília Arraes (PT), no Recife, aparece com chances de vencer.

Entre as mulheres que disputam o segundo turno em capitais, Marília Arraes é quem está em melhores condições para vencer. Foto: Reprodução/Facebook

Repetindo 2016, apenas uma mulher conquistou prefeitura de capital em primeiro turno neste ano: Cinthia Ribeiro (PSDB), que foi reeleita no Tocantins.

Agora, o cenário apontado pelo Ibope é o seguinte:

  • Porto Velho: Hildon Chaves (PSDB) lidera com 49% das intenções de votos, contra Cristiane Lopes (PP), que tem 33%; (pesquisa divulgada em 21 de novembro)
  • Rio Branco: Tião Bocalom (PP) tem 65% dos votos válidos, contra 35% da atual prefeita, Socorro Neri (PSB); (pesquisa divulgada em 26 de novembro)
  • Aracaju: Edvaldo Nogueira (PDT) lidera com 62% dos votos totais, contra 38% da Delegada Danielle (Cidadania); (pesquisa divulgada em 26 de novembro)
  • Recife: João Campos (PSB) aparece com 51% dos votos totais, contra 49% de Marília Arraes (PT); (pesquisa divulgada em 25 de novembro)
  • Porto Alegre: Sebastião Melo (MDB) lidera com 54% das intenções de voto, contra 46% de Manuela D’Ávila (PCdoB); (pesquisa divulgada em 24 de novembro)

No caso do Recife, vale ressaltar que há empate técnico entre os primos, já que a margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

Além disso, o cenário de incertezas quanto ao resultado de domingo na capital pernambucana também pode ser verificado por meio da pesquisa Datafolha – divulgado um dia depois do Ibope -, que indica a liderança da petista, com 52% dos votos válidos contra 48% de Campos.

Com essa tendência apontada pelas pesquisas nas cinco capitais, dificilmente as mulheres vão superar o desempenho de quatro anos atrás.