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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Carlos, federalização e ‘disparate’: os elementos do caso Marielle

Equipe BR Político

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, chamou de “disparate” o envolvimento do nome do presidente Jair Bolsonaro no caso da investigação da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. “O envolvimento do nome do presidente é um total disparate”, disse Moro em entrevista à rádio CBN.

O presidente Jair Bolsonaro também falou sobre o caso nesta manhã. Segundo ele, a esquerda parece querer usar o crime “em causa própria”. “Parece que para a esquerda não interessa resolver o caso Marielle. Interessa continuar usando a morte dela em causa própria”, disse o presidente.

Os comentários ocorrem um dia depois de a Polícia Civil do Rio de Janeiro voltar a convocar pessoas ligadas à vereadora e ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) a prestar depoimento. A intenção dos investigadores é entender melhor como era a relação entre os dois parlamentares, que eram vizinhos de gabinete na Câmara do Rio e teriam se envolvido em uma discussão no corredor do prédio, informou o Estadão.

Em meio às investigações da morte, que ocorreu há 617 dias, a família da vereadora enviou uma carta a ministros do STJ na qual reafirma ser contrária a uma eventual federalização do caso. Segundo eles, se isso ocorrer será um “retrocesso lamentável”, segundo informações da jornalista Andréia Sadi, em seu blog no G1.

Para a família de Marielle, contudo, a apuração é “bem conduzida” atualmente e deve permanecer sob responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado. O pedido da família vai na contramão do que defende Moro. “Vendo esse novo episódio (citação do nome de Bolsonaro), em que se busca politizar indevidamente, na minha avaliação, claro que será decidido pela Justiça, mas o melhor caminho para uma investigação exitosa é a federalização”, afirmou à CBN.