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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Carta de entidades cobra atitude ‘lúcida’ do governo contra o coronavírus

Equipe BR Político

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Uma carta assinada pelos presidentes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão Arns, Academia Brasileira de Ciências, Associação Brasileira de Imprensa e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) publicada nesta terça-feira, 7, cobra ações de assistência social do governo durante a pandemia do coronavírus. “É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo”, diz o texto. 

O documento defende o isolamento como único meio de desacelerar a transmissão do coronavírus, preservando a capacidade dos sistemas de saúde e dando tempo para a implementação de políticas públicas de proteção social. “Devemos, pois, repudiar discursos que desacreditem a eficácia dessa estratégia, colocando em risco a saúde e sobrevivência do povo brasileiro.”

Uma das demandas é para que o governo federal assuma as rédeas de um diálogo entre Poderes. “Presidindo o processo de grandes e urgentes mudanças em harmonia com os poderes da República, ultrapassando a insensatez das provocações e dos personalismos, para se ater aos princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988”, diz a carta, que elenca medidas para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Entre as ações sugeridas pelas organizações estão a atualização e ampliação do Bolsa Família, rápida distribuição dos benefícios da renda básica emergencial e sua extensão “pelo tempo que for necessário para a superação dos riscos de saúde e sobrevivência da população mais pobre”, absorção de parte dos salários do setor produtivo pelo Estado, ampliação de estímulos fiscais para doações filantrópicas ou assistenciais, criação do imposto sobre grandes fortunas, liberação antecipada dos precatórios, capitalização de pequenas e médias empresas, estímulo à inovação, remanejamento de verbas públicas para a saúde e o controle epidemiológico, aporte de recursos emergenciais para o setor de ciência e tecnologia no enfrentamento da pandemia e o “incremento geral da economia”.