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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Carta do BR18: Decreto sobre armas divide aliados e dá munição para oposição

Marcelo de Moraes

Por Marcelo de Moraes *

Jair Bolsonaro cumpriu hoje uma de suas promessas de campanha ao assinar o decreto que facilita a posse de armas, mas, à exceção de seus eleitores mais apaixonados, a medida passou longe de agradar geral. Bené Barbosa, do MVB, principal ativista pró-armas do Brasil, não ficou satisfeito com o decreto, que considerou “muito tímido”. Já os partidos de oposição, que buscam um tema que os ajude a se organizar, abriram fogo contra a proposta, que apelidaram de “Decreto Faroeste”. PT e PSOL anunciaram que vão apresentar recurso na Justiça para barrar a proposta por considerar que ela aumentará a violência no País.

Se o presidente bateu bumbo em torno do decreto, a mesma coisa não se pode dizer sobre a reforma da Previdência, que segue sem ter seu texto definido. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que Bolsonaro só vai bater o martelo sobre o conteúdo da proposta quando retornar de Davos, onde participará do Fórum Econômico Mundial. Enquanto isso, da mesma maneira que os militares, categorias como as dos policiais e dos professores se mobilizam para convencer os parlamentares a lhes darem tratamento diferente na reforma.

No Senado, aliados de Renan Calheiros contabilizam que ele já teria entre 48 e 57 votos, o que lhe garantiria a vitória na disputa pelo comando da Casa. Mas seu maior obstáculo parece ser mesmo a campanha pública que o procurador Deltan Dallagnol move nas redes sociais pedindo que a eleição seja feita com voto aberto. Renan perdeu a paciência com Deltan e disse que ele parece “um ser possuído”.

*colaborou Gustavo Zucchi

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