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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Carta do BR18: Renan vence disputa interna no MDB, mas enfrentará pressão na disputa pelo Senado

Vera Magalhães

Por Marcelo de Moraes *

Por um placar apertado de 7 a 5, Renan Calheiros venceu a disputa interna no MDB contra Simone Tebet e foi escolhido como candidato do partido à Presidência do Senado. Agora, Renan precisará enfrentar outros sete adversários e a pressão contrária da opinião pública para chegar ao comando da Casa pela quinta vez. Simone disse que não vai concorrer como candidata avulsa. Renan poderá se beneficiar da divisão dos adversários, que fracassaram em consolidar uma candidatura única depois de duas longas reuniões.

A disputa pelo comando do Senado não é a única atração da volta aos trabalhos do Congresso, que inicia hoje sua nova legislatura. Na Câmara, Rodrigo Maia é favorito absoluto para a reeleição e sua vitória abre o caminho para facilitar a aprovação da reforma da Previdência. Maia defende abertamente a reforma e deve ajudar o governo de Jair Bolsonaro na condução dessa discussão. A vantagem de Maia sobre seus adversários nessa disputa é tão grande que a expectativa é que seja reeleito já no primeiro turno da votação.

Não é apenas o Legislativo que retorna às suas atividades nessa sexta. O Judiciário e os ministros do STF também retomam as atividades e têm algumas decisões importantes que devem ganhar as manchetes nos próximos meses. De cara, o ministro Marco Aurélio Mello deve rejeitar o pedido de Flávio Bolsonaro que paralisou as investigações sobre movimentação financeira atípica de Fabrício Queiroz. Flávio queria que seu caso fosse analisado pelo Supremo, mas deverá ver rejeitado seu pedido.

O governo de Jair Bolsonaro também completa seu primeiro mês de existência, com o presidente ainda convalescendo no hospital da cirurgia para retirada da bolsa de colostomia, o saldo inicial inclui a publicação de 33 decretos e 2 medidas provisórias. Entre os decretos, está o que facilita a posse de armas.

A ala mais ideológica do governo, capitaneada por Ernesto Araújo, Ricardo Vélez Rodrigues e Damares Alves, ganhou novamente as manchetes por conta das polêmicas. Vélez foi o responsável por uma nota do MEC com ares de perseguição macartista, acusando um jornalista de ser agente da KGB. Já Damares viu ressuscitado o caso de suposto sequestro de crianças indígenas, além de ter que dar explicações sobre seu título de mestre, dizendo que ele não é “acadêmico, mas bíblico”.

E quem diria que Levy Fidelix, o homem do “aerotrem”, viraria dor de cabeça para o governo? Ele é o pivô do afastamento entre o presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão. Quer entender porque?

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*colaborou Gustavo Zucchi