Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Carta do BR18: Trégua na crise é só estio passageiro ou aponta novo rumo?

Vera Magalhães

Por Vera Magalhães

 

Jair Bolsonaro chamou de “chuva de verão” a crise que há duas semanas assola a relação entre Executivo e Legislativo e paralisa a tramitação da reforma da Previdência. Depois de o desentendimento atingir o ápice na quarta-feira, com a ameaça polida de Paulo Guedes de pedir o boné caso o presidente e os Poderes não quisessem seus “serviços”, e a nova troca de farpas entre Bolsonaro e Rodrigo Maia, coube a todos os protagonistas da crise dar alguns passos atrás na beira do abismo.

Bolsonaro fez uma fala apaziguadora sem em seguida voltar a tocar fogo na lona do circo nas redes sociais ou em entrevistas –o que já foi um avanço em relação aos movimentos de zigue-zague dos dias anteriores.

Maia passou o dia à mesa: começou com um café da manhã com Sérgio Moro, em que dissiparam rusgas da semana passada e acertaram um cronograma para tentar acelerar a tramitação do pacote anticrime na Câmara. Seguiu com um almoço com Guedes em que ambos prometeram cerrar fileiras pela aceleração da Previdência.

Reflexo das demonstrações de boa vontade política foi a indicação, finalmente, do relator da proposta na CCJ: Marcelo Freitas, do PSL de Minas. Não é o caso de se analisar a qualidade da escolha: a etapa da CCJ é apenas formal, e quanto menos protagonismo e mais celeridade o deputado tiver, melhor. Que o PSL tenha fechado questão a favor da reforma foi outra boa (ainda que inexplicavelmente tardia) notícia.

Se para o governo a semana que estava péssima se encaminha para terminar melhor, nos demais partidos a quinta-feira foi de más notícias. Michel Temer virou réu pela primeira vez três dias depois de ser solto por decisão do TRF-2. O caso, no entanto, é outro: trata-se do processo em que o ex-deputado e seu ex-chefe de gabinete Rodrigo Rocha Loures recebeu mala de R$ 500 mil que seriam propina da JBS.

O ex-presidenciável do PT Fernando Haddad foi multado em R$ 176 mil por impulsionamento ilegal de conteúdo na campanha para prejudicar Jair Bolsonaro. É o partido sendo punido justamente pela razão pela qual tentou impugnar, inclusive, a ida do então candidato do PSL ao segundo turno.

Quer receber as principais notícias do BR18 no seu e-mail? É só se cadastrar na nossa newsletter, na caixa que fica na coluna da direita aqui do site.

Você vai receber um e-mail por dia com os assuntos mais importantes sobre a política nacional.

Tudo o que sabemos sobre:

Newsletter