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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Com carteirinha digital, Bolsonaro fala em tirar socialismo das universidades

Equipe BR Político

No evento de lançamento das carteirinhas digitais pelo MEC, nesta sexta-feira, 6, o presidente Jair Bolsonaro voltou a comentar o impacto que a medida terá para a esquerda nas universidades. Na terça-feira, 3, o presidente já havia dito que a medida prejudicaria o PCdoB, partido de oposição ao governo e que tradicionalmente coordena a União Nacional dos Estudantes (UNE). “Não teremos mais uma minoria para impor certas coisas em troca de uma carteirinha”, disse Bolsonaro. “A medida de hoje, apesar de ser uma bomba, é muito bem vinda. E vai ajudar inclusive a evitarmos que certas pessoas promovam o socialismo na universidade”.

O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília

Foto: Adriano Machado/Reuters

Atualmente, somente a UNE e outras duas entidades estudantis têm permissão para emitir as carteiras de identificação dos alunos. As entidades cobram uma taxa pela emissão. Pelo programa do MEC, a ID Estudantil, o estudante poderá obtê-la gratuitamente, após baixar um aplicativo de celular e, nele, inserir seus dados. As informações declaradas pelo estudantes serão verificadas com as registradas na base nacional do próprio MEC, para evitar fraudes. Uma vez conferidos os dados, o estudante terá a carteirinha digital disponível com QR code no próprio celular.

“É menos dinheiro que deixa de sair do bolso de quem trabalha para ir para o bolso de quem não estuda e nem trabalha”, continuou Bolsonaro. Ao BRPolítico, o presidente da UNE, Iago Montalvão, já havia afirmado que vê na medida uma tentativa de retaliação à entidade estudantil, devido às mobilizações e oposição da UNE ao governo. Em maio, a entidade convocou as manifestações estudantis que ficaram conhecidas como “Tsunami da Educação”, para protestar contra os cortes de orçamento na área. Os protestos milhares de pessoas em cerca de 250 cidades do País.

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