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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Caso passará para Conselho de Ética’, diz Macris sobre briga na Alesp

Equipe BR Político

Após a briga na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) envolvendo os deputados Arthur do Val (sem partido) e Teonílio Barba (PT) na noite da quarta-feira, 4, na qual Arthur, conhecido como “mamãe falei”, proferiu diversas ofensas dirigidas a servidores e líderes sindicais, o presidente da Alesp, Cauê Macris (PSDB), afirmou em seu Twitter que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa “que é o lugar adequado para apuração”, segundo a publicação, investigará o caso.

O tucano também determinou que a Alesp ficasse fechada para o público todo o dia, deixando dezenas de pessoas do lado de fora do plenário. Após pedidos da oposição pela abertura dos portões, Macris se recusou a negociar. Ele alegou que havia uma recomendação da Polícia Militar pelo fechamento, que se estendeu a todo o prédio da Assembleia. A sessão foi suspensa por volta das 20h. Macris criticou o fato de algumas deputadas terem ocupado a Mesa da Casa. “Fui cerceado da minha atividade de presidir uma sessão legítima, convocada de maneira democrática, por algumas pessoas”, alegou ele no microfone, durante a sessão. “Não vou admitir esse tipo de bagunça na Assembleia Legislativa. É uma posição autoritária e antidemocrática por parte das deputadas.”

O atrito de quarta, 4, ocorreu quando a Casa debatia a reforma da Previdência dos servidores estaduais. Durante seu discurso, Arthur chamou servidores públicos de “vagabundos” diversas vezes. Macris interrompeu a fala do deputado mais de uma vez e pediu para que parasse de usar palavras de baixo calão. Em certo momento, um grupo de parlamentares, que seguiram o deputado Teonílio Barba, invadiu o plenário e o deputado que discursava levou empurrões e ergueu os punhos. O deputado petista foi puxado e afastado e a sessão se transformou em uma confusão generalizada.

Arthur do Val já recebeu uma advertência verbal resultante de uma denúncia feita contra ele no Conselho de Ética da Assembleia em 23 de outubro por usar o mesmo termo que proferiu na quarta-feira, 4, para ofender colegas. Sob clima polarizado na Alesp, o Conselho já recebeu 19 denúncias desde o início do ano. 

A presidente do Conselho de Ética, Maria Lúcia Amary (PSDB), afirmou ao Estadão que serão tomadas medidas em relação ao ocorrido. “Vamos ter de tomar alguma medida, independentemente do lado. A situação ultrapassou todos os limites da normalidade e não se pode admitir isso. Nunca vi uma cena daquela na Alesp em cinco mandatos que estou lá. Representamos a maior Assembleia da América Latina, não podemos passar do ponto desse jeito”, disse.

Entre as medidas previstas no regimento estão advertências verbais e por escrito, afastamento temporário das funções parlamentares e até perda do mandato.

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