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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Caso Trad’ e a dúvida sobre quando fazer o teste

Vera Magalhães

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A sem cerimônia com que o senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, afirmou ter “abraçado e beijado” todo mundo no Congresso, e até representantes de outros Países, depois de ter voltado de avião dos Estados Unidos na comitiva de Jair Bolsonaro e testado positivo para o novo coronavírus mostra uma diferença de condutas dos “atingidos” pela sua efusividade.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), do mesmo partido e Estado que Trad, disse no Twitter que foi fazer o teste a despeito de não apresentar nenhum sintoma porque esteve em reuniões com ele. E disse que todos devem proceder desta maneira, pois a prevenção é a melhor medida.

Medida similar foi adotada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cujo teste deu negativo.

Mas não é isso que recomendam as autoridades e os especialistas. Médicos têm orientado pessoas que tiveram contato com alguém contaminado pelo novo coronavírus a se isolar e observar se apresenta sintomas de infecção. Caso surja um ou mais sintoma, como febre, corisa, dificuldade de respirar etc., aí sim a pessoa deve buscar os laboratórios para fazer o teste. Caso contrário, em pouco tempo vai faltar teste e insumos para quem de fato precisa, mesmo que se recorra a laboratórios particulares e se pague pelo teste.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não fez o teste e está em observação. Ele disse ao BR Político neste sábado que esteve com Trad numa reunião, mas a uma distância superior a 9 metros, e não teve contato com ele. Maia segue a orientação de só realizar o teste em caso de sintomas.