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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Cautela com testes rápidos de covid-19

Equipe BR Político

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A possibilidade de realizar testes rápidos para o novo coronavírus em farmácias, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pode ser pouco confiável para o diagnóstico individual da doença e ainda levar as pessoas a comportamentos de risco, informa o Estadão. A ferramenta faz mais sentido para estudos epidemiológicos, para ajudar a compreender a distribuição da doença na população de forma geral, segundo especialistas ouvidos pela reportagem, do que como um “passaporte imunológico”. Mas ainda assim há limitações.

Ferramenta faz mais sentido para estudos epidemiológicos do que como um 'passaporte imunológico'

Ferramenta faz mais sentido para estudos epidemiológicos do que como um ‘passaporte imunológico’ Foto: Gabriela Biló/Estadão

O teste que será oferecido nas farmácias detecta a presença de anticorpos para o vírus no sangue. Os anticorpos, no entanto, só são detectáveis a partir do sétimo dia do surgimento dos sintomas da infecção; preferencialmente, dez dias depois. Pessoas que já têm o vírus, mas não apresentem sintomas, vão testar negativo. Ou mesmo alguém que já esteja se sentindo mal pode ir à farmácia e sair de lá com um resultado negativo.

Outro problema é que esses testes que foram aprovados em massa pela Anvisa têm apresentado sensibilidade baixa, de cerca de 60% a 70%, segundo Carlos Eduardo Ferreira, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial, informam Giovana Girardi e Roberta Jansen.

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