Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Centrão de olho nos jogos de azar

Equipe BR Político

Deputados do Centrão têm feito pressão no Planalto na tentativa de liberar a abertura de cassinos no País. O presidente Jair Bolsonaro ainda não tem posição final sobre o tema, que colide em cheio com os interesses da bancada evangélica, fiel aliada do governo no Congresso.

O grupo é contra o projeto que libera jogos de azar no País, mas já admite discutir alternativas. Uma delas é defendida pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, que gosta da ideia de autorizar os jogo de azar apenas para estrangeiros. Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é favorável à legalização de cassinos, mas restrita a resorts.

Em conversa com deputados, na semana passada, Bolsonaro afirmou que tudo pode ser “conversado”, desde que tenha a bênção dos evangélicos. Avisou, no entanto, que não concorda com a liberação do caça níquel porque “pais de família” podem usar o dinheiro do salário para jogar. Mesmo sendo contrário aos jogos, o presidente já deu sinais de que há a possibilidade de deixar que cada Estado tome sua própria decisão sobre o tema, segundo o Estadão.

A ideia foi discutida durante almoço, na quarta-feira, 20, entre Bolsonaro, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e vários deputados do Centro. O objetivo do encontro era a reaproximação entre as partes. Mas o bate papo foi além e chegou aos jogos de azar.

Tudo o que sabemos sobre:

jogos de azarCassinoscentrão