Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Centrão em silêncio sobre saída de Teich

Gustavo Zucchi

Exclusivo para assinantes

As principais lideranças de centro do Congresso Nacional estão mantendo o silêncio após a saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde. Ao contrário do que acontece quando Henrique Mandetta deixou o cargo, por enquanto não há manifestações sobre a troca. Por exemplo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que ontem esteve com Jair Bolsonaro para “reatar o namoro”, ainda não emitiu nenhuma nota. Também não houve manifestações das lideranças do centrão, mais novos aliados do Planalto.

Ao contrário do que ocorreu quando Mandetta deixou o cargo, por enquanto não há manifestações sobre a troca de líderes do centrão

Ao contrário do que ocorreu quando Mandetta deixou o cargo, por enquanto não há manifestações de líderes do centrão Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados

Um dos poucos membros dos partidos de centro que emitiu um posicionamento foi Marcelo Ramos (PL-AM). “Só topará ser ministro da saúde quem não tiver compromisso com a ciência e nem com medicina. O pedido de demissão do ministro demonstrou que ele tem”, disse.  Quem também falou sobre a saída de Teich foi o deputado Paulinho da Força (Cidadania-SP). “Duvido que alguém consiga fazer o presidente aprender com a ciência e perceber que reduzir o isolamento social é colocar mais brasileiros na fila de espera por uma vaga na UTI. O Brasil precisa de liderança, mas vai ser difícil encontrar um ministro que seja capaz de lidar, ao mesmo tempo, com a crise sanitária e com os impulsos de Jair Bolsonaro”, afirmou.