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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Centrão pode definir destino de Eduardo no Conselho de Ética

Marcelo de Moraes

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Se a política fosse uma conta de matemática simples, poderia se dizer que as chances de o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ser punido ou não pelo Conselho de Ética da Câmara estão nas mãos dos parlamentares do Centrão. O grupo político tem 11 dos 21 membros do Conselho, número suficiente para garantir maioria em todas as decisões, desde que votassem 100% alinhados. Como o diabo mora nos detalhes, a questão é saber se haverá ou não essa convergência no caso do filho do presidente Jair Bolsonaro.

A partir do momento em que a representação contra Eduardo se formalizar, o Conselho passa a tratar do caso oficialmente. Mas, nos bastidores, os governistas já iniciaram suas articulações para garantir que o deputado tenha o seu mandato preservado. Como se desculpou publicamente pela fala em que admitiu a possibilidade da edição de um novo AI-5, pela sua  importância no jogo político e pela tradicional falta de vontade dos parlamentares de punirem os colegas, Eduardo tem chances elevadas de escapar de um eventual pedido de cassação – que, caso seja aprovado no Conselho, ainda precisará ser referendado pelo plenário.

Parlamentares experientes prevêem que a maior possibilidade é que Eduardo sofra uma advertência do Conselho, uma espécie de cartão amarelo por mau comportamento. Mas o desgaste político pelo problema é garantido e a gritaria durante os trabalhos do Conselho também. Afinal, um dos titulares da comissão é o deputado Delegado Waldir (PSL-GO), possivelmente o maior desafeto político de Eduardo, depois da briga encarniçada que os dois protagonizaram na disputa pela liderança da bancada do PSL no meio da crise que rachou o PSL.

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