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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Centrão precisa ser cobrado por novas companhias

Gustavo Zucchi

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De Norte ao Sul se sabe: pouco adiantará cobrar para que Jair Bolsonaro tenha responsabilidade por suas falas e atos. Desde que sentou na cadeira de presidente, Bolsonaro deu ombros para as cobranças da sociedade. E as notas de repúdio, que já viraram até piada nas redes sociais, não fazem nem cócegas ao presidente. Talvez seja hora, então, de questionar o Centrão, mais novo braço direito do presidente, se concorda com o show de horrores que aconteceu no último domingo, 3.

Deputados do centrão

Deputados do centrão Foto: Dida Sampaio/Estadão

Afinal, nenhum dos líderes que irão proteger Jair Bolsonaro de um eventual impeachment se manifestou após ver o presidente, mais uma vez, subir o tom, falar que “o limite chegou” e proteger sua militância após a agressão contra jornalistas do Estadão. Pelo contrário: o único que comentou sobre os protestos de domingo pedindo o fechamento do STF e do Congresso foi Roberto Jefferson (PTB), o mais novo auto-proclamado porta-voz do bolsonarismo, que fez a defesa dos manifestantes e das palavras do presidente.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi a voz solitária dentre os caciques de centro contra Bolsonaro. Sem o apoio de partidos como PP, PL e PSD, dificilmente Maia terá poder de fogo para contra-atacar os avanços do Planalto contra o Legislativo. “Cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror”, disse. O centrão deve nesta semana ver consolida suas indicações para cargos. Com isso irão mobilizar sua base para impedir que o Legislativo venha a tomar medidas de retaliação ao presidente Jair Bolsonaro.

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