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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Chanceler argentino: ‘Lógico, Bolsonaro é trumpista de primeira hora’

Alexandra Martins

O chanceler da Argentina, Felipe Solá, afirmou nesta quarta, 15, que a preferência dos Estados Unidos pelo Brasil em detrimento de seu país na fila de entrada na OCDE foi uma “decisão lógica” do governo do presidente Donald Trump. “É uma decisão lógica. Bolsonaro é um trumpista de primeira hora, e é totalmente lógico que o Brasil ocupe agora esse lugar. Para nós, o ingresso na OCDE hoje traria mais complicações que benefícios”, disse ele ao jornal La Nación.

O ministério afirma que o anúncio não foi nenhuma surpresa para o governo recém-eleito, uma vez que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, assim o indicou no final do governo do antecessor do peronista Alberto Fernández, o liberal Mauricio Macri. “No ano passado, Trump apoiou a Argentina e não aconteceu nada. Bolsonaro se sentiu legitimamente enojado e, agora, o beneficiam com essa indicação, ainda que o trâmite seja muito complexo”.

Fontes da pasta admitiram ainda à publicação que, para o ingresso ao clube dos ricos, “se estabelecem condições que a Argentina não está em condições de cumprir nesse contexto econômico precário” em que se encontra e que o favoritismo do Brasil não vai macular as relações diplomáticas dos EUA com a Casa Rosada, ainda que Evo Morales esteja exilado em território argentino ou que representantes de Nicolás Maduro tenham estado na posse de Fernández. O que mais importa, dizem, são as negociações que o atual presidente tem pela frente com o FMI.

Enquanto era candidato, em janeiro do ano passado, Fernández fez uma avaliação da possível entrada da Argentina na OCDE. “Vá perguntar a um industrial do calçado ou têxtil qual é o custo que pagam (para o ingresso) porque a Macri lhe ocorre ser parte da OCDE… A Argentina ser parte da OCDE não serve para nada, mas custaria a destruição de suas indústrias inteiras”.

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