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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Chefe da Secom na corda bamba

Vera Magalhães

A despeito da recusa pública (e irritada) de Jair Bolsonaro em tratar do caso envolvendo o titular da Secretaria de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, auxiliares do presidente reconhecem que é delicada sua situação no governo hoje. Wajngarten já vinha enfrentando restrições cada vez maiores de Carlos Bolsonaro, o filho do presidente com maior ascendência na área de comunicação. As críticas do 02 à estratégia de comunicação do governo renderam, inclusive, alguns atritos com o próprio pai.

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Agora, a revelação, pela Folha, de que a empresa da qual Wajngarten era sócio e da qual se afastou ao ir para a Secom mantém contratos e recebe recursos de emissoras de TV e agências de publicidade que recebem recursos da própria secretaria colocou em xeque sua permanência no cargo.

A reação de Wajngarten foi truculenta. Em nota ao jornal, publicações nas redes sociais e um breve pronunciamento na sala de briefing do Palácio do Planalto, em que estava visivelmente alterado, acusou a Folha de tentar atacá-lo para atingir Bolsonaro e ameaçou retaliar o jornal. Se recusou a responder perguntas sobre sua ligação com a empresa e o conflito de interesses entre sua atuação e a relação que ela mantém com empresas que recebem recursos públicos.

Nesta quinta-feira, a Folha informa que Bolsonaro fez várias reuniões para tratar do futuro do assessor. O caso será analisado no dia 28 pela Comissão de Ética Pública da Presidência.

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