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por Marcelo de Moraes

Cidadania ameaça entrar com pedido de afastamento de Bolsonaro

Equipe BR Político

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Após o movimento do dia de Lula pró-impeachment, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, cogitou a possibilidade de entrar com um processo de afastamento do presidente Jair Bolsonaro se ele desautorizar a compra de uma vacina que se comprove eficaz contra a covid-19. “Crime de responsabilidade, durante ainda o curto mandato do presidente, tem a granel. Se essa vacina for atestada do ponto de vista científico como eficaz e ele tentar impedir, não é nem crime de responsabilidade, é crime comum para ser processado por atentado à saúde e à vida dos brasileiros”, afirmou Freire. “Discutir a coloração política da vacina é uma imbecilidade.” Freire relativizou que não vê ambiente político para impeachment no momento, apesar da posição de Bolsonaro.

O líder do Cidadania na Câmara, Arnaldo Jardim (SP), foi pelo mesmo caminho.  “Impeachment é quando há crime de responsabilidade. Se ele tomar alguma atitude que caracterize, podemos considerar um pedido, embora não seja o que discutimos neste instante. A postura do presidente é altamente repugnável”, afirmou.

O presidente afirmou na noite de ontem que não comprará a vacina chinesa nem se for aprovada pela Anvisa. Isso após o Ministério da Saúde anunciar a compra de 46 milhões de doses da coronavac, vacina que está sendo testada contra a covid-19, produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e testada no Brasil pelo Instituto Butantan.

Na quarta-feira, 21, a Rede Sustentabilidade protocolou ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar Bolsonaro a assinar protocolo de intenções com o governo paulista. No mesmo dia, 11 congressistas assinaram um pedido para o Tribunal de Contas da União (TCU) avaliar uma recomendação ao Poder Executivo para retomar o acordo.

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