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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Cientistas da USP divulgam nota contra relaxamento do isolamento em SP

Equipe BR Político

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Cientistas de dois grupos de pesquisa da USP divulgaram uma nota técnica na qual contestam cientificamente a flexibilização do isolamento social anunciada pelo governador João Doria (PSDB-SP) para São Paulo a partir de segunda-feira, 1º de junho. O plano estadual prevê o início da retomada econômica a partir de amanhã.

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

“Caso as medidas estipuladas pelo governo forem efetivadas a partir de segunda-feira, dia 1º de junho de 2020, elas podem levar a perdas de vidas, caso não, estas perdas poderão ser evitadas”, alerta o texto. Assinam a nota os pesquisadores dos grupos: Ação Covid-19 e COVID-19 BRASIL.

Os pesquisadores contestam os pressupostos apresentados pelo governo do Estado ao anunciar a flexibilização, entre eles, o de que as medidas de isolamento social achataram a curva de contágio em São Paulo em relação a outros países e ao Brasil. “No Brasil, as curvas da taxa de aceleração dos casos confirmados ainda estão aumentando desde o início da pandemia. Olhando para o número absoluto de casos, em 22 de maio, o Brasil se tornou o segundo país no ranking mundial do número de casos confirmados. E provavelmente, nos próximos dias o Brasil vai ultrapassar os EUA, se a taxa de aceleração persistir no nível atual”, rebatem os cientistas.

Os cientistas questionam também o fato de que uma semana antes de anunciar a flexibilização, o governador citava a possibilidade de adotar o lockdown no Estado. “De acordo com o monitoramento do próprio governo estadual, desde então o isolamento social não aumentou no Estado. Ao contrário, diminuiu. Gostaríamos de saber, portanto, o que mudou na análise de lá pra cá”, diz a nota.

Veja a nota completa

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