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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Cimi repudia eventual nomeação de pastor para a Funai

Equipe BR Político

A possibilidade de o ex-missionário evangélico e antropólogo Ricardo Lopes Dias ocupar a coordenação-geral de setor responsável por índios isolados na Funai levou o Conselho Missionário Indígena (Cimi) a emitir uma nota de repúdio à eventual colocação de um profissional que trabalhava como evangelizador de comunidades indígenas em posto-chave da fundação.

“O Conselho Indigenista Missionário – Cimi manifesta grave preocupação e repudia
veementemente as recentes iniciativas do Governo Bolsonaro que afrontam a Constituição Brasileira e a política sobre povos indígenas isolados e de recente contato no Brasil”, diz o texto.

O hoje antropólogo foi integrante da Missão Novas tribos do Brasil (MNTB) evangelizando índios na região da terra indígena Vale do Javari, no Amazonas, uma das maiores terras indígenas demarcadas do País, com mais de 8 milhões de hectares e que concentra o maior número de registros de povos indígenas isolados em todo o mundo, lembra o Estadão.

A instituição acrescenta que “o Cimi também repudia as agressões verbais do presidente Bolsonaro à entidade, demonstração de completo despreparo e desiquilíbrio emocional do mesmo, que servem de incentivo às ameaças e violências contra membros da organização que atuam junto aos povos em todas as regiões do Brasil. Mesmo diante dessas intimidações, o Cimi reafirma o compromisso inarredável e solidário com a vida, os direitos e os projetos de futuro dos povos originários do Brasil”.

Ao Globo, Lopes afirmou que não irá promover a evangelização de índios e diz ser vítima de discriminação por ser evangélico.

 

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