Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Ciro distribui bordoadas em Dino, PT e Boulos

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

Foi só o resultado do segundo turno da eleição municipal reacomodar forças na esquerda para que o virtual presidenciável Ciro Gomes (PDT) surgisse com ataques a seus possíveis adversários em 2022. No dia seguinte da eleição municipal, o ex-ministro direcionou críticas, em entrevista a José Luis Datena, na Bandnews, principalmente à postura do PT, mas sobrou também para outros nomes que se fortaleceram neste ano na esquerda, como Guilherme Boulos (PSOL) e até Flávio Dino (PCdoB).

O ex-presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes

O ex-presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes Foto: Alex Silva/Estadão

“Parece muito claro que o brasileiro mandou brigar lá fora o lulopetismo e o bolsonarismo boçal”, disse, sobre o resultatdo das eleições, e relembrou o desempenho fraco dos candidatos do PT em São Paulo, Jilmar Tatto, e no Rio, Benedita da Silva. “O Tatto perdeu para o Mamãe Falei”, disse. “Foi um grande voto ao centro, tem uma centro-direita e uma centro-esquerda e precisamos organizar isso para ver se isso tem desdobramentos para o futuro do País”, afirmou.

Na esteira de seu “cálculo” sobre a derrocada do partido de Lula, Ciro alfinetou Boulos, que tentou nesta campanha se distanciar da pecha de radical: “Essa coisa do Boulos chegar significa que agora a gente pode expressar predileção por uma esquerda mais radical sem precisar explicar banditismo, contradição econômica, o fracasso extraordinário do desenvolvimento do País, que é ao que o PT obriga o jovem”, disse. “Eles vão perder no Brasil inteiro, porque eles não têm humildade, não têm capacidade de compreender, de se reconciliar com o povo”, finalizou.

Ciro fez menção também a Flávio Dino, com a derrota do candidato apoiado pelo governador do Maranhão em São Luís e o jogou na mesma cesta em que pôs o PT ao comentar a atuação de Dino na eleição. 

“Flávio Dino resolve não apoiar ninguém no primeiro turno. Os três candidatos que ele sinalizava ficaram fora do segundo turno. E vai votar com a camiseta ‘Lula Livre’. Essas pessoas perderam um pouco a noção de realidade do nosso povo”, afirmou. 

Dino, que tem adotado postura aversa a confrontos e afeita a união de frentes diversas do espectro político, respondeu tranquilo. “Não responderei a Ciro Gomes. Por duas razões: primeiro, tenho respeito e apreço por ele. Segundo, é a minha contribuição para que o campo nacional-popular caminhe unido. Não me cabe acirrar conflitos desnecessários”, escreveu.

Tudo o que sabemos sobre:

Ciro GomesFlávio Dinoeleição