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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ciro foi para ‘Paris’ porque plano petista era associá-lo à derrota

Equipe BR Político

Duas novidades sobre o passado surgem da recente entrevista do ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) à BBC: primeiro, ele não foi para Paris após ser derrotado no primeiro turno da eleição presidencial do ano passado, mas para Portugal – logo, os memes precisam ser atualizados. Segundo, o virar de costas de Ciro ao PT entre o 1º e 2º turnos, traumatizando especialmente a militância petista, foi uma resposta do ex-presidenciável ao plano do partido, segundo ele, de associá-lo a uma derrota já prevista.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE), em vídeo em que fala de sua ida a 'Paris'

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE), em vídeo em que fala de sua ida a ‘Paris’. Foto: Reprodução

“Eu sei convictamente que estava e tenho todos os números, de todos os institutos de pesquisa demonstrando isso (que Bolsonaro sairia vitorioso contra Haddad). Antes, não é depois, não. Antes estava tudo evidente. (…) E eu já sabia disso. O que eles queriam, na verdade? Queriam me associar à derrota (…) Porque se eu assumo ostensivamente o apoio ao Haddad estaria junto com ele derrotado. Isso é o que eles queriam. Simples assim”, respondeu o pré-candidato para a eleição de 2022.

Já sobre futuro, Ciro atualiza sua crítica ao adversário dizendo que o PT “se refugia no identitarismo” como forma de compensar o déficit de entendimento no “novo Brasil neopentecostal”. Para ele, a bandeira da tese identitária não desperta interesse nacional. “Isso não existe.” E compara essa suposta estratégia de refúgio com a do prefeito Marcelo Crivella (PRB) ao censurar o beijo gay. “Você acha que ele (Crivella) é burro? É que ele está desmoralizado como prefeito, nas tarefas de prefeito, ele está desmoralizado. Então o que está fazendo? Está indo para a questão identitária, para mudar a cabeça do novo, do julgamento de uma administração ruinosa para o paladino da defesa, da moral e dos bons costumes”.

 

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