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por Marcelo de Moraes

Clínicas particulares deverão seguir plano de imunização, diz Saúde

Equipe BR Político

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Diante da mobilização de clínicas particulares pela compra da vacina contra a covid-19 (Covaxin) fabricada pela farmacêutica indiana Bharat Biotech, o Ministério da Saúde afirmou nesta segunda, 4, por meio de nota, que a rede privada também deve seguir a ordem de vacinação de grupos prioritários prevista no plano nacional de imunização.

“Os grupos prioritários, propostos pelo Ministério da Saúde em parceria com Conass e Conasems, devem, a princípio, ser obedecidos mesmo que haja integração de clínicas particulares de vacinação ao processo de imunização”, disse o ministério em nota.

Clínicas particulares devem seguir plano de imunização do governo, diz Ministério da Saúde. Foto: Massimo Percossi/EFE

A pasta também afirma que a vacinação no Brasil começará pela rede pública do Sistema Único de Saúde (SUS), provavelmente em 20 de janeiro. No primeiro semestre de 2021, serão vacinados grupos prioritários, num total 49,6 milhões de pessoas, como profissionais de saúde e idosos, durante quatro meses. O restante da população, segundo o plano nacional de imunização, será imunizado nos 12 meses seguintes.

A Covaxin não tem registro para uso emergencial no Brasil. A Bharat Biotech afirma que iniciou procedimentos junto à Anvisa para “submissão contínua” dos resultados, processo em que a empresa apresenta os dados das pesquisas em etapas, mesmo antes de finalizar todos os estudos.

A agência pode pedir, por sua vez, certificações adicionais, com inspeção in loco em fábricas que forneçam ingredientes das vacinas, além de comprovação de que os dados de eficácia seriam também observados na população brasileira. A Anvisa tem prazo de 60 dias para avaliar pedidos de registro de vacinas. O uso emergencial e temporário deve ser liberado ou não em dez dias, estima a agência.

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