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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

CNI: ‘Vamos cobrar cada vez mais do governo’

Equipe BR Político

O diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria, Carlos Abijaodi, afirmou que o setor vê com preocupação as perspectivas de baixo crescimento da indústria apontadas em estudo publicado nesta terça, 1, pelo Estadão. No início do ano, a entidade apresentou ao governo um documento com propostas para o segmento. As reformas da Previdência e tributária, por exemplo, são itens que podem contribuir para a reversão da “anemia industrial”. Longe de criticar o governo, Abijaodi disse ao BRP que a instituição vai “cobrar cada vez mais do governo, com diálogo, já que não adianta se distanciar do governo”. “Hoje não existe ação que não seja conjunta. É público-privada. As ações do governo não podem dar errado”, acrescenta.

Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria

Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria. Foto: Werther Santana/Estadão

Além dos acordo firmados com o Efta (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) e com a União Europeia, nos quais a entidade espera colher negócios promissores, a agenda do País com integrantes do Brics, em novembro, também já está sendo montada. “Serão nove grupos de trabalho envolvendo 250 pessoas. “A gente procura no Brics não tentar fazer agenda bilateral porque se não estraga a forma de trabalhar. Acordo bilateral é mais fácil de ser resolvido, o diálogo flui mais rápido. Já com os Brics, favorece temas transversais”, diz.

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