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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

CNI defende isolamento parcial no País

Equipe BR Político

A Confederação Nacional da Indústria se engajou em campanha de combate ao coronavírus. Mas na direção para que haja o chamado isolamento vertical, aquele que atinge os que têm mais de 60 anos e portadores de doenças crônicas, como diabetes, renais e coronárias. A ajuda da CNI viria em forma de capacitação e assistência para realização de testes rápidos da covid-19, “custeados com recursos do governo federal”, para “100% dos cerca de 9,4 milhões de trabalhadores da indústria, a cada 15 dias, com isolamento social apenas de pessoas com exame positivo”. A justificativa é a mesma usada pelo presidente Jair Bolsonaro. “Trata-se de uma estratégia complexa, mas possível e, no caso do Brasil, necessária, pois as empresas e os cidadãos não terão fôlego financeiro para resistir por um período prolongado de isolamento social horizontal”, diz o presidente, Robson Andrade.

A CNI, por meio do Sesi, se compromete a pôr a mão no bolso para a criação de um fundo de R$ 500 milhões “para financiar capital de giro das indústrias de micro, pequeno e médio portes, com faturamento anual de até R$ 10 milhões”. O plano da confederação foi enviado a Bolsonaro e aos presidentes do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli; do Senado Federal, Davi Alcolumbre; e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Como você acompanha aqui no BRP, pesquisa do Grupo de Resposta à Covid-19 do Imperial College de Londres, a estratégia de isolamento parcial que só mantenha idosos em casa poderia levar à morte mais de 529 mil pessoas no Brasil em decorrência da covid-19. A taxa é um pouco menos da metade da que poderia ocorrer se nada fosse feito no País para conter a dispersão do novo coronavírus.

 

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