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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A pindaíba da ciência

Equipe BR Político

A ciência brasileira está desmoronando. E, se depender do orçamento proposto pelo governo para o setor no próximo ano, a situação ainda vai piorar, já que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai perder 87% da verba de fomento à pesquisa em 2020. Neste ano, a verba reservada para a agência foi de R$ 127,4 milhões. A cifra despencou para R$ 16,5 milhões, segundo dados informados pelo CNPq, no projeto enviado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso.

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que vem sofrendo sucessivos cortes no orçamento

Foto: Carlos Cruz/CNPq

Esse recurso é usado para custear insumos, reagentes, equipamentos, laboratórios, entre outros materiais de trabalho, segundo o Globo. Já o dinheiro que é direcionado ao pagamento de bolsas de pesquisa, que em 2019 tem sido afetado por falta de orçamento, no próximo ano deve aumentar em 27,4%. A previsão é de R$ 1 bilhão, ante R$ 784,7 milhões definidos neste ano.

Sobre reconhecer a importância da pesquisa e dos pesquisadores para o desenvolvimento do País, a Folha desta segunda-feira, 9, traz uma entrevista com o físico russo Konstantin Novoselov, criador do grafeno, material do qual o presidente Bolsonaro é entusiasta, que afirma que parte do trabalho dos cientistas educar o público sobre a importância da ciência e da tecnologia. “Os cientistas precisam explicar às pessoas que muitas vezes a ciência não traz benefícios no curto prazo, mas no longo prazo ela é vital”, afirmou.

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