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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Coaf agoniza

Equipe BR Político

Após a decisão individual do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, tomada em julho, que restringiu a utilização de relatórios do antigo Coaf, as atividades do órgão tiveram uma baixa no ritmo de produção no último mês.

Ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal

Ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Mas não foi só isso, somado à decisão de Toffoli, mudanças de subordinação têm provocado paralisia no conselho, que recentemente mudou de nome, e agora se chama Unidade de Inteligência Financeira (UIF), e fica sob a asa do Banco Central.

De acordo com a Folha, em agosto, o órgão elaborou apenas 136 relatórios de inteligência financeira, caindo a índices que existiam em período anterior à Operação Lava Jato. Na média do primeiro semestre, eram 741 por mês. Antes de o órgão passar por essas mudanças, o Coaf havia registrado, em 2019, a maior produção de relatórios da série histórica, que começou em 2007, considerando os seis primeiros meses do ano — foram 4.449 relatórios produzidos no período.

Com a desaceleração do ritmo de produção do Coaf, fica evidente o efeito imediato causado pela liminar do Supremo. O sistema de prevenção e combate à lavagem de dinheiro, que tanto evoluiu nos últimos anos, está sob risco claro.

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