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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Com aliados derrotados, presidente questiona apuração

Equipe BR Político

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Com resultado eleitoral aquém do esperado pelo presidente na disputa municipal de domingo, Jair Bolsonaro reforçou nesta segunda, 16, seu discurso contra o modelo de apuração das urnas no País. “Nós temos que ter um sistema de apuração que não deixe dúvidas. É só isso. Tem que ser confiável e rápido, não deixar margem para suposições”, disse o chefe do Planalto a apoiadores nesta manhã. Resgatou ainda seu discurso a favor do voto impresso.

“Tenho proposta, tive né. O Supremo (Tribunal Federal) disse que é inconstitucional o voto impresso. (Mas) tem proposta de emendar a Constituição na Câmara. Se não tivermos uma forma confiável de apurar as eleições a dúvida sempre vai permanecer e nós devemos atender a população”, disse.

Acrescentou que o povo estaria do seu lado nesse debate legislativo para reformar a Constituição. “Muita gente fala, alguns falam, sem ouvir o povo, sem sair de seus gabinetes. No meu caso, estou sempre ouvindo a população. Eles querem um sistema de apuração que possa demorar um pouco mais, não tem problema nenhum, mas que seja garantido que o voto que essa pessoa deu vá para aquela pessoa realmente de fato. É só isso”, disse.

Nas eleições deste ano, houve lentidão na apuração de votos logo após o fim do pleito causada por um problema em processadores de um computador, segundo explicação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. De acordo com o TSE, tradicionalmente a totalização de 100% dos votos só é concluída ao longo da segunda-feira seguinte à votação, com a contagem de votos de locais de difícil acesso.

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