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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Com ameaça de greve, bancários da Caixa contestam corte em PLR

Alexandra Martins

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Impulsionados contra o lucro dos cinco maiores bancos do País de R$ 108 bilhões registrado no ano passado, com alta de 30,3% em 12 meses, e de R$ 28,5 bilhões neste primeiro semestre dos quatro principais, os funcionários da Caixa Econômica Federal travam nas últimas semanas, sob ameaça de entrarem em greve, uma verdadeira batalha contra corte de benefícios trabalhistas.

Está prevista para ainda esta segunda, 24, uma reunião da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/ Caixa) com a direção do banco para discutir a questão da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dentro das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo o colegiado, a instituição pretende diminuir a PLR em até 48%.

A instituição também propõe alterações no modelo de custeio do Saúde Caixa, que vão encarecer o custo para todos os usuários, bem como a retirada da 13ª cesta alimentação, diminuição da gratificação de função (de 55% para 50%) e alteração de direitos dos bancários que sofreram acidente de trabalho.

“A responsabilidade da possível greve dos bancários da Caixa e das demais instituições financeiras é do governo Bolsonaro e dos bancos, que estão alinhados para rebaixar e retirar direitos dos trabalhadores”, afirma Sérgio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae).

A Caixa Econômica ainda não divulgou o balanço do primeiro semestre de 2020, mas, ano passado, o lucro do banco foi de R$ 21,057 bilhões, representando aumento em relação a 2018 (103,4%).

A reportagem aguarda retorno do banco.