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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Com baixo orçamento, Coaf pode parar

Equipe BR Político

O diretor-executivo do Coaf, Jorge Luiz Alves Caetano, solicitou ao Ministério da Economia um aumento de 62% na verba destinada ao órgão para o próximo ano. O pedido foi feito por meio de um ofício encaminhado à pasta. O orçamento do Coaf previsto para o ano que vem é de R$ 6,6 milhões. Mas o órgão de combate à lavagem de dinheiro afirma que necessita de R$ 10,7 milhões. Sem o valor estipulado, a capacidade de produzir relatórios sobre movimentações financeiras suspeitas pode ficar comprometida.

Segundo o Globo, a principal diferença orçamentária está no valor estipulado para que o conselho desenvolva um novo software, chamado de Siscoaf II. A pasta da Economia sugere R$ 1,6 milhão para a elaboração, mas o órgão quer R$ 4,1 milhões. O sistema Siscoaf é utilizado hoje pelo Coaf para produzir relatórios de inteligência, que são usados, por sua vez, pelo Ministério Público em investigações. Foi o caso das apurações em torno das movimentações financeiras do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz. Entretanto, o Coaf afirma que é preciso modernizar esse sistema devido ao maior volume de dados recebidos de bancos. Em 2018, foram três milhões de notificações recebidas pelo Conselho. Neste ano, até junho, já haviam chegado mais de dois milhões de comunicações.

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