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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Com desigualdade recorde, 1/2 dos brasileiros vive com R$ 413

Equipe BR Político

A desigualdade de renda no Brasil atingiu em 2018 nível recorde desde 2012, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc) divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE. A metade mais pobre da população, quase 104 milhões de brasileiros, vivia com apenas R$ 413 mensais, considerando todas as fontes de renda. No outro extremo, o 1% mais rico – somente 2,1 milhões de pessoas – tinha renda média de R$ 16.297 por pessoa. Ou seja, essa pequena fatia mais abastada da população ganhava quase 40 vezes mais que a metade da base da pirâmide populacional.

Os lares atendidos pelo Bolsa Família também caíram de 14,9%, em 2014, para 13,7%, no ano passado. Em 2012, a fatia era de 15,9%.

A desigualdade de renda é acentuada segundo a Região do País. Enquanto no Sudeste a massa de rendimento é de R$ 143,7 bilhões, no Nordeste é de R$ 46,1 bilhões. Só no Sul, os rendimentos dos domicílios somam R$ 47,7 bilhões, com quase metade da população do Nordeste.

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