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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Com máscaras e tochas, grupo ‘300 pelo Brasil’ protesta contra STF

Equipe BR Político

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“Viemos cobrar, viemos cobrar, o STF não vai nos calar”. Foi com gritos como esse que na madrugada deste domingo, 31, o grupo “300 pelo Brasil” protestou em frente ao Supremo Tribunal Federal. Vestindo máscaras e portando tochas, o grupo liderado pela ativista de direita Sara Winter – a única com o rosto descoberto – atacou a Corte e, mais diretamente, o ministro Alexandre de Moraes.

“Ministro covarde, queremos liberdade”, gritavam os manifestantes e “Alexandre descarado, careca, togado”, bradavam em outro momento. Moraes foi o responsável por autorizar a operação da Polícia Federal no âmbito do inquérito que apura ameaças e fake news contra os ministros do STF e seus familiares. A ação atingiu diretamente a rede de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, entre eles, Sara Winter.

Grupo “300 pelo Brasil” em protesto contra o STF. Foto: Reprodução/Instagram

Em publicação sobre os protestos nas redes sociais, a ativista compara Moraes ao “deus do Olimpo”, ao afirmar que ele cometeu atos de “atrocidade com violação à integridade física, dignidade, liberdade de expressão, liberdade individual, privacidade, intimidade, segurança, reunião pacífica sem armas em locais abertos e públicos, trabalho lícito, principalmente de jornalistas investigativos e cidadãos de bem em busca da verdade, e direito à propriedade com invasão domiciliar com apreensão de instrumentos de trabalho”.

“300 pelo Brasil”

O  nome do grupo faz referência aos “300 de Esparta”. A versão tupiniquim, que mais se assemelha a grupos supremacistas norte-americanos retratados no cinema pelo diretor Spike Lee, está acampada desde o mês passado na Esplanada dos Ministérios, e é investigado pela Procuradoria-Geral da República por suposta “formação de milícia”, apontada em denúncia de partidos da oposição. Entre as pautas do grupo está o fechamento do Congresso e do STF, além do ódio contra o comunismo.