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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Com PIBinho, como ficam pedidos de Bolsonaro à Fiesp?

Vera Magalhães

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O encontro de Jair Bolsonaro com a cúpula da Fiesp nesta quinta-feira, 5, promete ser incendiário. O próprio presidente adiantou que levaria uma vasta, heterodoxa e agressiva pauta aos seus neoaliados da Avenida Paulista: que não investissem mais em anúncios em veículos que criticam o governo, pois isso seria ir contra o País.

Mas como fica a agenda tão agressiva do presidente, usando a entidade comandada por Paulo Skaf como correia de transmissão do Executivo, diante do resultado aquém do esperado do PIB de 2019? E da chacota feita pelo presidente com o dado que alarma o mercado financeiro e o setor produtivo a ponto de fazer com que os agentes desses dois setores comecem a ver que talvez tenham sido condescendentes demais com a incompetência política e gerencial do governo até aqui?

Foto Dida Sampaio

A cena feita por Bolsonaro com o comediante Márvio Delgado, o Carioca, dentro do Palácio da Alvorada e a bordo do carro oficial, incomodou mesmo a seus apoiadores. E é com essa imagem que ele chega ao prédio da Avenida Paulista, que ainda está decorado com o sapo inflável que os empresários dizem que não vão mais engolir.

Devem sobrar novas escaramuças para a imprensa, mas o presidente será cobrado quanto às reformas, sua articulação política e o prazo dado pelo próprio Paulo Guedes, de 15 semanas, para aprovar a agenda da equipe econômica. O que dirá? Chamará algum comediante para responder por ele aos dirigentes do sindicato patronal?