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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Com popularidade em alta, Bolsonaro solta a língua para polêmicas

Gustavo Zucchi

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O aumento na aprovação de Jair Bolsonaro parece trazer uma consequência imediata nas ações do presidente: o incremento em seus discursos mais polêmicos. Na noite da última quinta-feira, 24, a “live” nas redes sociais trouxe um aperitivo do que parece estar por vir. Bolsonaro voltou a atacar a imprensa e reforçou tudo aquilo em que já foi desmentido. Por exemplo, na questão ambiental, uma das maiores dores de cabeça para o governo federal.

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

Ao lado de Ricardo Salles, o presidente da República voltou a apontar o dedo para indígenas e outras populações tradicionais como “responsáveis” por iniciar queimadas no meio da floresta amazônica. Aliás, ouviu o atual ocupante da pasta do Meio Ambiente falar que um dos problemas que contribuíram para a ocorrência dos incêndios no Pantanal seria “perseguição a pecuaristas”.

No mesmo tema, mandou diretas e indiretas para países europeus. Praticamente, recusou ao vivo dinheiro para a preservação ambiental, mandando governos do velho mundo interessados em ajudar usarem a verba para “reflorestar” as próprias terras. E disse que recusou dinheiro por temer “perda de soberania”. Sem citar nominalmente, mandou um recado para a França, com quem já trocou ofensas no ano passado, dizendo que o país teria interesse em prejudicar os negócios da agropecuária brasileira com sua defesa do meio ambiente.

Não faltou, claro, menosprezo com a pandemia de coronavírus. O presidente defendeu a volta às aulas em uma espécie de “libera geral”, mesmo com o Brasil ainda sofrendo com mortes diárias em número elevado (foram 818 confirmadas enquanto Bolsonaro discursava na internet). “Abaixo de 40 anos, a chance de pegar o vírus existe para todo mundo, mas uma quantidade, um porcentual enorme, não atinge em nada as pessoas, nem aquela gripezinha ela pega”, afirmou.

Pesquisa CNI/Ibope mostrou uma alta na popularidade presidencial. A parcela das pessoas que consideram o governo ótimo ou bom foi para 40%, maior índice alcançado por Bolsonaro desde o início de seu mandato. Nove meses atrás, quando a última pesquisa do instituto sobre o governo foi feita, a taxa era de 29% da população.

 

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