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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Com reeleição ameaçada, Covas insiste em ‘fora Aécio’

Vera Magalhães

Enquanto setores do PSDB começam a discutir a conveniência de manter sua candidatura à reeleição no ano que vem, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, quebrou o silêncio que mantinha desde que a Executiva Nacional do PSDB decidiu, por 30 votos a 4, não expulsar Aécio Neves do partido. Covas, que tinha dito que deixaria a legenda caso Aécio não saísse, agora tenta ganhar tempo. Em entrevista ao blog do jornalista Morris Kachani, no Estadão, diz que vai aguardar a decisão de um recurso ao Diretório Nacional, mas insiste no “fora Aécio” como condição para o surgimento do tal novo PSDB.

“O PSDB errou quando não pediu o impeachment do Lula, quando o marqueteiro dele assumiu que recebeu dinheiro de caixa 2 vindo do exterior; o PSDB errou ao demorar para abraçar a causa do impeachment da presidente Dilma; o PSDB errou em inúmeras ocasiões, esperando as coisas acontecerem por si só, sem se manifestar, sem entrar em bola dividida, sem externar uma opinião. Essa é a principal questão que diferencia o novo do velho PSDB”, afirmou.

Acontece que sua candidatura está longe de ser consensual no tucanato. Reportagem da Folha neste sábado mostra que ganha corpo no partido uma ala que teme que uma derrota na capital paulista seja fatal para os planos de João Doria em 2022. Dada a pressão, o próprio Covas estaria disposto a reavaliar a candidatura –o que ele nega ao jornal.