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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Comissão aprova acordo para Base de Alcântara

Equipe BR Político

Acaba de ser aprovado na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara o acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) entre o Brasil e os Estados Unidos sobre o uso comercial da Base de Alcântara, no Maranhão. Foram 26 votos a favor e 6 contra. O acordo foi fechado em maio deste ano e é uma das apostas do governo brasileiro para estreitar as relações com os norte-americanos. Ele foi assinado durante a primeira viagem do presidente Jair Bolsonaro ao país governado por Donald Trump. A comissão é presidida pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e a aprovação do acordo era vista pelo presidente Bolsonaro como uma missão antes da indicação do filho à Embaixada do Brasil em Washington. Com isso, o acordo deve ser usado como um dos trunfos para credenciar Eduardo ao cargo.

Para a oposição, o acordo fere a soberania brasileira. Dentre os pontos em que os parlamentares viam problemas, está o trecho do acordo segundo o qual os países deverão assegurar que apenas pessoas autorizadas pelo governo dos Estados Unidos deverão ter acesso a certos equipamentos e áreas restritas. Ao defender o acordo, Eduardo comparou as restrições impostas à Fórmula 1, onde, segundo o parlamentar, há controle de acesso a algumas áreas para proteger a tecnologia utilizada pelas empresas.“É igual na Fórmula 1, na Fórmula 1 existem alguns segredos industriais, segredos na confecção dos motores dos carros. Então, quando a Fórmula 1 vem para Interlagos, no box da Ferrari só entra quem a Ferrari autorizar, será que isso fere de morte a soberania nacional? É óbvio que não. É a mesma coisa que a gente está fazendo com Alcântara, um acordo simples”, disse.

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