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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Comissão da reforma terá 24 partidos e isso dificulta acordo

Marcelo de Moraes

Com a articulação política do governo ainda enfrentando muitas dificuldades, não serão nada simples as negociações para aprovar a reforma da Previdência na Comissão Especial que discutirá o mérito da proposta. E um fator extra deve dificultar ainda mais isso: a comissão terá 49 integrantes, divididos em nada menos do que 24 partidos diferentes. E, no Congresso, cada partido se considera um “país”, com vontades e visões próprias, mesmo que se aliem conforme seus interesses, como é o caso do Centrão. Só que numa discussão tão importante quanto a da reforma, cada legenda quer fazer valer sua opinião – e seus pleitos.

Originalmente, a ideia era formar uma comissão enxuta, com apenas 34 participantes, o que facilitaria os debates e a formação de maioria. Mas,como a Câmara é hoje hiperfragmentada, os líderes partidários pressionaram para serem incluídos no jogo e essa ideia foi abandonada sem dó, nem pena. Em 2017, por exemplo, a Comissão Especial que discutiu a reforma durante o governo Temer tinha 37 participantes. Agora, com 12 deputados a mais, farão parte das discussões PSL (5), PT (4), PP (3), PR (3), PSD (3), MDB (3), PRB (3), PSDB (3), DEM (3), PSB (3), PDT (2), Novo (2) PTB (1), PSC (1), Solidariedade (1), PODE (1), PROS (1), PCdoB (1), Cidadania (1), Avante (1), Patri (1), PV (1), Psol (1) e Rede (1). /Marcelo de Moraes

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