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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Comparação de servidor com parasita piora clima para discutir reforma

Marcelo de Moraes

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou servidores públicos a parasitas e colocou mais lenha na fogueira em que a proposta de reforma administrativa vem sendo torrada lentamente no Congresso. A proposta já enfrenta resistências dos parlamentares e também é vista com ressalvas até por Jair Bolsonaro. Preocupado com o desgaste político que a reforma pode provocar na sua imagem, pela reação dos funcionários de todo o País, o presidente já avisou que a proposta não vai englobar os atuais servidores. Apesar disso, Bolsonaro periga ter de administrar também os efeitos da forte crítica feita por Guedes, que colocou todos os servidores no mesmo balaio.

Na prática, a fala do ministro serve como munição para os adversários da reforma administrativa. A oposição, obviamente, não perdeu tempo e começou a bater pesado. “As medidas de Guedes têm feito nossa economia estagnar. Ele também é investigado por fraude em fundos de pensão. Será que o servidor público que é ‘parasita’? Além do senhor, ministro, seu chefe, que passou 30 anos no Legislativo sem produção, se encaixam melhor no termo”, criticou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Independentemente da necessidade de melhora no funcionamento da máquina pública, os adversários da proposta já começaram a usar a declaração de Guedes como bandeira de guerra. Ainda mais num ano eleitoral.

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