Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Congressistas reagem à ameaça de Heleno

Gustavo Zucchi

Exclusivo para assinantes

A ameaça do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, gerou reações de congressistas. Em especial, políticos de oposição têm manifestado indignação e falado em representação contra o militar por ter dito em nota que uma possível apreensão do celular de Jair Bolsonaro para investigação traria “consequências imprevisíveis”. “Tudo que está de acordo com a nossa Constituição não só é previsível, como taxativo. Mas você acha que Bolsonaro tem algo a esconder?”, questionou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Essa nota do general é um inaceitável risco à democracia”, afirmou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). “Um general do Planalto não pode ameaçar a Suprema Corte do País.”

O ministro-chefe do GSI, Augusto Heleno

O ministro-chefe do GSI, Augusto Heleno Foto: Adriano Machado/Reuters

O deputado e ex-ministro Marcelo Calero (Cidadania-RJ) pediu providências após a fala do general, a qual chamou de “crime de responsabilidade”. “Trata-se de crime de responsabilidade, que deve receber resposta à altura por parte de nossas instituições democráticas. A escalada autoritária é mais que evidente e precisa ser detida.” Marcelo Freixo (PSOL-RJ) também falou em ato criminoso ao comentar a ameaça do ministro. “Nem o general, nem o presidente da República estão acima das leis. Ambos responderão por essa ameaça golpista explícita contra as instituições democráticas e o povo.”

O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) fala em representação na Câmara contra Heleno: “Vamos representar contra o General Heleno por crime comum, com base na Lei de Segurança Nacional, e por crime de responsabilidade. A nossa democracia não pode se curvar neste momento, sob o risco de cruzarmos a última barreira que nos distingue de um regime totalitário. Basta!”, escreveu no Twitter.

Tudo o que sabemos sobre:

General Augusto HelenoSTFCongressoGSI