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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Congresso esperava que Bolsonaro selasse paz pondo um político no MEC

Marcelo de Moraes

Houve frustração entre deputados e senadores com a nomeação do economista Abraham Weintraub para o Ministério da Educação. Para os parlamentares, Jair Bolsonaro desperdiçou uma oportunidade de ouro de fazer um gesto real para o Congresso ao não indicar um político – qualquer um – para o cargo. Para eles, isso mostraria uma tentativa, de fato, de o presidente fazer as pazes com a classe política, a quem tem rechaçado e criticado com frequência.

Diferente de outros tempos, os partidos não se preocupavam sobre a filiação de quem seria indicado. Dois nomes foram citados como possibilidades depois da queda de Ricardo Vélez-Rodrigues: o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) e o deputado João Roma (PRB-BA). Ambos teriam apoio irrestrito do Congresso justamente pelo simbolismo da indicação de um parlamentar. Como Bolsonaro preferiu nomear outro não político, próximo de Olavo de Carvalho, a atitude foi entendida no Congresso como a manutenção da filosofia do presidente de rejeitar a política tradicional. /M.M.

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