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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Congresso reage à demissão de Mandetta

Gustavo Zucchi

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Com já era esperado, parlamentares das mais divertas matrizes ideológicas criticaram de forma dura a decisão de Jair Bolsonaro de demitir em meio a pandemia de coronavírus o ministro da Saúde, Henrique Mandetta. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por exemplo, agradeceu a capacidade do agora ex-ministro de “construir soluções”. Algo que dificilmente será visto em um elogio a Bolsonaro. “Agradeço ao ministro Mandetta. Tenho certeza que falo em nome da maioria da casa”, afirmou ao Brodcast Político.

O presidente Jair Bolsonaro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

O presidente Jair Bolsonaro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia Foto: Dida Sampaio/Estadão

Assim como aconteceu na última quarta-feira, após a entrevista coletiva em tom de despedida de Mandetta, parlamentares da esquerda à direita criticaram a decisão do Planalto. A oposição foi mais dura: “A demissão de Mandetta não passa de um acerto de contas por parte de um chefe que, no auge de sua mediocridade, não tolera um auxiliar se destacando mais do que ele. Um comportamento irresponsável de quem está mais preocupado com sua reeleição do que em salvar as vidas dos brasileiros”, disse o líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon (RJ).

“Mandetta cai porque enfrentou a pandemia com responsabilidade, e Bolsonaro não tolera isso”, afirmou o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que chamou Bolsonaro de “genocida”. Até mesmo petistas, notórios adversários do atual governo, agradeceram ao trabalho de Mandetta no combate ao coronavírus. “Lutou o bom combate”, afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

A líder do PSL na Casa, Joice Hasselmann (SP), antiga aliada de Bolsonaro, também voltou a bater na decisão do presidente. “O ex-ministro foi o grande responsável por estruturar a resposta do governo federal ao coronavírus. Reconheceu o risco da doença e a importância do isolamento social. Amparando-se na ciência, exerceu o papel de líder na crise. O Brasil e a saúde perdem”, afirmou.

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