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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Contra colapso, setor de transportes pede socorro ao governo

Equipe BR Político

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A Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (Anatrip) soou o alarme nesta terça, 16, de que as empresas de ônibus que fazem viagens interestaduais pelo País poderão entrar em colapso financeiro em um prazo de até 90 dias em decorrência da pandemia do coronavírus, enquanto o presidente da Latam no Brasil, Jerome Cadier, afirma que a sobrevivência das empresas aéreas dependerá das medidas do governo federal.

A queda estimada no volume de viagens é de 60%

A queda estimada no volume de viagens é de 60% Foto: Hélvio Romero/Estadão

Com queda estimada de 60% no volume de viagens, as empresas de viação reivindicam a mesma atenção do governo dada às de aviação. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não vai deixar que as companhias aéreas quebrem. “Diferentemente da atenção dada pelo governo às companhias de transporte aéreo, o nosso setor não recebeu qualquer consideração, apesar de toda a sociedade e o governo em particular, conhecerem o desfavorecimento econômico e a dependência dos usuários dos serviços que prestamos, que não têm outra opção de locomoção até para se tratarem da própria infectação, como, ao contrário, é o caso dos passageiros das companhias aéreas”, declarou a associação, registra o Estadão. A Anatrip pede a suspensão por seis meses da cobrança de tributos (PIS, Cofins e Cide incidente no óleo diesel), no âmbito federal, e do ICMS, no estadual, e a desoneração da folha de pagamento. A associação calcula que cerca de 100 mil empregos diretos e 400 mil indiretos estão em jogo.

Já a Latam é uma das cias aéreas que negociam com os ministérios de Infraestrutura e Economia uma linha de crédito para capital de giro, a postergação do recolhimento de impostos e regras diferenciadas para a devolução de passagens aos consumidores. Segundo o executivo, a demanda deve ficar retraída por até seis meses e a ajuda do governo não pode ser tímida. “Não adianta um movimento pequeno. A crise é enorme”, afirmou ao Estadão.