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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Copom: ‘Incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual’

Marcelo de Moraes

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A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe à tona todas as incertezas sobre o ritmo de recuperação da economia diante do cenário da pandemia do coronavírus. A reunião decidiu manter a taxa Selic em 2,00%, mas as dúvidas sobre o futuro da economia estão mais elevadas do que calculava anteriormente.

Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na sede do Banco Central (BACEN) em Brasilia

Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na sede do Banco Central (BACEN) em Brasilia. Foto: Beto Nociti/BCB

“No cenário externo, a forte retomada em alguns setores produtivos parece sofrer alguma desaceleração, em parte devida à ressurgência da pandemia em algumas das principais economias”, cita a ata.

Uma das preocupações é com a diminuição dos mecanismos criados pelo governo para tentar minimizar o impacto da pandemia, como é o caso do pagamento do auxílio emergencial, previsto para terminar no fim do ano. Mas a ata ressalta que essas incertezas ainda não tornaram negativa a situação para economias como a do Brasil.

“Há bastante incerteza sobre a evolução desse cenário, frente a uma possível redução dos estímulos governamentais e à própria evolução da Covid-19. Contudo, a moderação na volatilidade dos ativos financeiros segue resultando em um ambiente relativamente favorável para economias emergentes”.

A preocupação do Copom também aparece na diferença de capacidade de reação dos setores produtivos do País.

“Em relação à atividade econômica brasileira, indicadores recentes sugerem uma recuperação desigual entre setores, similar à que ocorre em outras economias. Os setores mais diretamente afetados pelo distanciamento social permanecem deprimidos, apesar da recomposição da renda gerada pelos programas de governo. Prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o período a partir do final deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais”, destaca a ata.

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