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por Marcelo de Moraes

Coronavac é vacina ‘mais promissora’ e com menos efeitos, diz Gorinchteyn

Equipe BR Político

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Ao apresentar os dados preliminares dos testes com a vacina desenvolvida pela Sinovac com o Instituto Butantan, o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que entre todas as vacinas testadas no Brasil contra o coronavírus, a desenvolvida no Estado “é a mais promissora e mais avançada no momento”. 

O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn

O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn Foto: Reprodução/Governo SP

“A coronavac foi a que apresentou os menores índices de efeitos adversos e os melhores resultados até o presente momento”, disse em coletiva nesta segunda-feira, 19. O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, confirmou a fala e mostrou dados que indicam que a proporção de pessoas que tiveram efeitos adversos foi a mais baixa entre as quatro vacinas testadas no País.

“O sintoma mais frequente foi dor no local, num patamar de 18% entre todos os que receberam placebo ou vacinado. E outras reações insignificantes do ponto de vista estatístico. O outro foi dor de cabeça, que pode estar relacionada com a vacina ou não. E os demais efeitos são menores que 5%, mialgia, fadiga, calafrios e assim por dia”, disse.

Data de início

Apesar da previsão do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para o início da vacinação em 15 de dezembro, os secretários e o diretor do Instituto reforçaram que não é possível cravar a data, pois o número mínimo de infectados entre o grupo de pessoas que participam do estudo ainda não foi atingido. Segundo o secretário-executivo do comitê de contenção do coronavírus de São Paulo, João Gabbardo, o que definirá a data em que o estudo estará pronto para a análise da Anvisa será a transmissibilidade da doença para atingir o número mínimo de 61 pessoas com sintomas no estudo para avaliação.

Segundo Dimas Covas, o comitê internacional que avalia o estudo abrirá os dados quando o número de infecções atingir o mínimo para a análise. “Considerando a incidência de doença na população que foi vacinada, os profissionais de saúde, é possível que tenhamos esse número muito rapidamente, na perspectiva de acontecer até novembro ou dezembro. Tudo indica estatisticamente que isso é possível. Mas é um evento que não controlamos. Como a incidência no Brasil e no Estado de São Paulo está caindo, é possível que isso tenha algum efeito na velocidade com que esses dados apareçam, daí porque aumentamos o número de voluntários”, disse, reforçando que não é possível estabelecer uma data para quanto isso ocorrerá.

‘Médico do Brasil’

Em resposta à ironia feita nesta segunda-feira, 19, pelo presidente Jair Bolsonaro para criticar Doria, o tucano disse “agradecer a qualificação” e disse que a afirmação do presidente “só o distingue”. Bolsonaro criticava o governador por defender a obrigatoriedade da vacina contra o coronavírus. 

“Eu queria agradecer ao presidente Bolsonaro me qualificando como médico do Brasil. Porque eu confio nos médicos e ontem foi o dia do médico, portanto qualquer referência a mim, ainda que eu não seja médico, como tal, só me distingue, porque acredito na medicina e nos médicos”, disse Doria em coletiva depois de fazer anúncios sobre resultados preliminares sobre a coronavac, testada pelo Instituto Butantan.