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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Covas abre vantagem de 19 pontos, Boulos tem 15% e Russomanno, 12%, aponta XP/Ipespe

Cassia Miranda

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), abriu uma vantagem de 19 pontos porcentuais sobre os adversários na corrida pela Prefeitura da capital paulista. Pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta quinta-feira, 12, mostra o candidato à reeleição com 34% das intenções de voto em cenário estimulado. Assim como já foi registrado na semana passada, o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, aparece na segunda posição, com 15%.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Com sete pontos porcentuais a menos do que tinha na última pesquisa, divulgada em 5 de novembro, o deputado Celso Russomanno (Republicanos) tem 12% e é seguido de perto pelo ex-governador Márcio França (PSB), que tem 10%. Pela margem de erro, que é de 3,5 pontos porcentuais, o trio está tecnicamente empatado.

Na sequência, há um pelotão embolado entre os candidatos que somam menos do que um dígito. O deputado estadual Arthur do Val Mamãe Falei (Patriotas) alcançou 6% e Jilmar Tatto (PT), 5%. Numericamente empatados estão Andrea Matarazzo (PSD) e a deputada Joice Hasselmann (PSL), ambos com 2%; Levy Fidelix (PRTB) e Orlando Silva (PC do B) têm 1% cada um. Outros candidatos não pontuaram. Votos em branco, nulos e indecisos somam 12% dos eleitores entrevistados.

Pesquisa XP/Ipespe. Foto: Reprodução

2016

Em 2016, um dia antes da eleição em primeiro turno, o então candidato João Doria (PSD) – de quem Covas era vice -, hoje governador, tinha 38% das intenções de votos, segundo pesquisa Datafolha, patamar parecido com o de Covas hoje. Naquela ocasião, a combinação de fatores, como recorde de abstenção e votos nulos e em branco resultou na vitória do tucano no primeiro turno, com 53,2% dos votos.

Segundo turno

A Ipespe também testou cenários possíveis de segundo turno. Em todos eles, Covas ampliou a vantagem sobre os adversários. Contra Boulos, o prefeito vence por 55% a 24%. Na simulação contra Russomanno, a vantagem é ainda maior, de 58% a 21%. Contra França, ganha por 50% a 30%.

A pesquisa ouviu 800 eleitores paulistanos, entre os dias 9 e 10 de novembro. As entrevistas foram feitas por telefone. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a identificação SP-02844/2020.