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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Covas anuncia reabertura opcional de escolas em São Paulo a partir de outubro

Equipe BR Político

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta quinta-feira, 17, que as escolas públicas e particulares poderão retornar com as atividades presenciais a partir do dia 7 de outubro na capital paulista para atividades extracurriculares, mas ainda sem retorno de aulas presencialmente.

Cidade de São Paulo terá volta às escolas neste ano Foto: Werther Santana/Estadão

Depois da apresentação do quinto inquérito sorológico na cidade, Covas explicou que o retorno será opcional tanto para escolas quanto para famílias. De acordo com o secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, que participou da coletiva, as atividades priorizadas serão as de acolhimento aos estudantes.

Nas cidades do ABC paulista, a decisão dos prefeitos foi de reabrir as escolas apenas em 2021. Covas chegou a considerar a possibilidade. O tucano afirmou que a prefeitura vem recebendo pressões “de tudo quanto é lado”. “Estamos fazendo o que é recomendado pela área da saúde que nos dá tranquilidade de que estamos no caminho certo. Muitas vezes a gente não atende a solicitação ou a exigência deste ou daquele grupo”, afirmou. Sindicatos de professores têm se posicionado contra o retorno ainda neste ano, enquanto escolas particulares têm feito pressão contrária.

O prefeito anunciou também a autorização para o retorno de aulas presenciais no ensino superior a partir de 7 de outubro. “O ensino superior está relacionado muito mais com o inquérito dos adultos”, disse. “Não tem mais sentido, com os dados que nós temos, continuar a proibir o ensino superior na cidade de São Paulo”, disse.

Inquérito sorológico

A quinta fase do inquérito de testes para identificar a prevalência de contaminação pelo coronavírus em São Paulo indicou que 13,9% da população da cidade, ou 1,64 milhão de pessoas já contraíram e desenvolveram anticorpos contra o vírus. O maior aumento, em relação à última fase, ocorreu na região centro/oeste, que tem o maior IDH da cidade, onde a prevalência quase dobrou. Mesmo assim, ainda é a região com menor prevalência do coronavírus de São Paulo. 

De acordo com os dados do inquérito, a prevalência da contaminação do coronavírus nas classes D e E foi a maior, em torno de 18,7%, enquanto nas A e B foi 3,1%. A taxa foi alta também para pessoas que vivem em residências com 5 ou mais pessoas: 19,8%. “Essa fase do inquérito vem consolidando aquilo que outras fases já tinham demonstrado, que é uma prevalência maior na faixa de 18 a 34 anos de idade, mas também é uma doença que traz luz à desigualdade social que temos na cidade de São Paulo”, afirmou Covas.

O inquérito encontrou também que 66% dos estudantes que contraíram o vírus foram assintomáticos, enquanto entre adultos essa taxa foi de 38,2%.