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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Covas e Boulos trocam acusações com pano de fundo da pandemia

Equipe BR Político

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O início do primeiro debate do segundo turno da eleição à Prefeitura de São Paulo entre Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL), transmitido pela CNN, foi marcado por trocas de acusações e críticas mútuas em relação a ideias sobre o combate da pandemia na cidade. As farpas começaram com uma crítica de Boulos à gestão da pandemia na cidade, em que afirmou que a administração pública não fez a “lição de casa” para conter as contaminações.

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo no segundo turno, Guilherme Boulos (PSOL) e Bruno Covas (PSDB)

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo no segundo turno, Guilherme Boulos (PSOL) e Bruno Covas (PSDB) Foto: Reprodução/CNN

Covas rebateu com uma crítica de volta a Boulos “É muito fácil agora ser engenheiro de obra pronta”, afirmou. “O difícil foi enfrentar o desafio de estar à frente da prefeitura durante o momento em que a cidade vira o epicentro dessa grave crise sanitária aqui no Brasil”, disse. “Aqui na cidade de São Paulo não tivemos cenas que vimos repetidas mundo afora do médico escolher quem era intubado e quem não era”, afirmou o prefeito.

O candidato do PSOL rebateu com mais críticas e comparou a quantidade de mortes pela covid-19 na Capital paulista às cidades com os piores números absolutos no mundo. “Longe de mim querer ser engenheiro de obra pronta. Até porque a obra falhou. São Paulo foi a terceira cidade do mundo com mais mortes por covid, só atrás de Nova York e da Cidade do México”, disse. “Você fez quatro hospitais de campanha, apenas um na periferia que é onde teve a maior parte das mortes. E o que pior, todos já foram desmontados. Por que ao invés de fazer hospitais de campanha você não usou esse dinheiro para equipar hospitais que estão fechados ou parcialmente abertos?”, questionou Boulos. “Pinta-se um mundo maravilhoso nas suas propagandas e às vezes nas suas palavras aqui no debate que quem vive na rua, quem sofreu com a pandemia, perdeu parentes, amigos, não vê”, disse o psolista.

Em resposta, Covas classificou as acusações do oponente como “desrespeito aos profissionais da saúde que se dedicaram a atender a população durante o período mais difícil da pandemia” e rebateu as críticas sobre os hospitais. “O radicalismo ideológico sabe criticar, mas não sabe salvar vidas. Porque basta conhecer o mínimo de uma obra pública para saber que não se termina uma obra permanente em 15 dias”, afirmou.