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por Marcelo de Moraes

Covas sanciona lei que aumenta seu próprio salário em 46%

Equipe BR Político

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Na véspera do Natal, o prefeito reeleito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), sancionou a lei aprovada ontem na Câmara de Vereadores da Capital que aumenta o seu próprio salário em 46% e reajusta também o salário do vice-prefeito e de secretários municipais. A promulgação da lei foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira, 24.

O prefeito Bruno Covas

O prefeito Bruno Covas Foto: Taba Benedicto/Estadão

A medida começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2022, quando o salário do prefeito passará de R$ 24.175,55 para R$ 35.462,00. Os salários do vice-prefeito e dos secretários municipais também foram reajustados. O vice passará a receber R$ 31.915,80 (hoje, é R$ 21,7 mil), enquanto os secretários municipais passarão de R$ 19.340,40 para R$ 30.142,70, uma variação de 55%.

O projeto teve apoio das castas mais altas do funcionalismo paulistano, já que o salário do prefeito era visto como uma trava que impedia algumas categorias de receberem salários acima dos R$ 24,1 mil. O salário do prefeito e do secretariado não tinha reajuste há oito anos.

O placar da votação na Câmara ficou em 34 votos a favor, 17 contrários e 1 abstenção. A Prefeitura enviou à Casa um estudo em que afirma que esse efeito cascata trará, em 2022, um impacto de R$ 78 milhões ao orçamento da cidade. O cálculo considera que a Capital teria apenas 42 pessoas que recebem R$ 24,1 mil e passariam para R$ 35,4 mil. Um estudo paralelo, elaborado pelo gabinete do vereador José Police Neto (PSD), estimou que seriam 1,873 os servidores ativos e inativos que recebem R$ 24,1 mil. Contando com os servidores também da Câmara e do Tribunal de Contas do Município (TCM), o valor seria de quase R$ 500 milhões, informou o Estadão.

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