Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

CPI preocupa ‘bancada da selfie’

Equipe BR Político

A iminência da instalação de uma CPI das “fake news” no Congresso tem atormentado parlamentares que foram eleitos impulsionados pelas redes sociais. Deputados e senadores que formam a chamada “bancada da selfie” afirmam temer que a CPI, protocolada na quarta-feira, 5, seja usada como uma espécie de “caça às bruxas” a grupos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. O plano é que a investigação parlamentar siga na mesma linha do inquérito do STF que tem como alvo ataques aos ministros da Corte. O pedido para criar a comissão já tem o número de assinaturas necessárias e agora aguarda a leitura no plenário da Câmara para ser oficialmente aberta.

FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

A proposta é assinada pelo deputado Alexandre Leite (DEM-SP), mas foi articulada por líderes da Câmara com a anuência do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O Estadão apurou que o foco da comissão será a investigação do que Leite define como “milícias virtuais”. “Não se pode transformar a CPI em um instrumento de caças às bruxas. O que seriam ‘milícias virtuais’? Quem discorda do que acontece aqui dentro? O Parlamento não pode assumir um papel inquisitorial por discordar de críticas vindas das redes sociais”, afirmou a deputada Bia Kicis (PSL-DF), usuária assídua das redes sociais.

Tudo o que sabemos sobre:

CPI das fake newspreocupaBancada da Selfie