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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

CPMF é ‘derrota por antecedência’ para tributária

Equipe BR Político

Um dia depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que a criação de um novo imposto sobre transações bancárias, nos moldes da antiga CPMF seria uma forma rápida de arrecadação, o presidente Jair Bolsonaro voltou a negar nesta quarta-feira, 21, a possibilidade do seu governo patrocinar uma nova CPMF. Na avaliação de Bolsonaro, a inclusão do imposto na reforma tributária pode representaria uma “derrota por antecedência” no Congresso. “Quem entrar nessa de imposto sobre cheque está pedindo para ser derrotado por antecedência. Entra em campo perdendo por três a zero”, disse o presidente a jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada. Segundo o presidente, a equipe econômica foi orientada a focar nos impostos federais. “Vai ser feito nessa linha. O resto, o Parlamento vai decidir”, afirmou Bolsonaro.

Ontem, durante discurso em uma premiação em São Paulo, Guedes disse que preferiria não ter que recorrer a um imposto sobre transações financeiras para bancar a desoneração da folha de pagamentos, de acordo com o UOL. No entanto, ele destacou nesse modelo que se as taxas foram baixas, o imposto sobre transações pode funcionar.  “Pequenininho, (o tributo) não machuca”, disse. Na avaliação de Guedes, um tributo sobre transações financeiras é “horroroso”, mas melhor do que manter os altos encargos que encarecem a contratação de empregados.

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