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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Credibilidade do Copom e do BC em xeque

Vera Magalhães

A delação de Antonio Palocci, que, conforme sempre se esperou, colocou no olho do furacão do esquema de corrupção dos governos do PT um setor –o financeiro– que conseguiu passar incólume ao longo dos anos em que o foco esteve sobre a Petrobrás e as empreiteiras, também leva uma nuvem de desconfiança para o Copom e o Banco Central.

Edifício-Sede do Banco Central do Brasil em Brasília

Edifício-Sede do Banco Central do Brasil em Brasília. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em análise publicada nesta sexta-feira no Estadão, Fábio Alves diz que essa mácula não atinge o BC e seu comitê de política monetária apenas nos anos petistas, mas pode levar o mercado a ver com desconfiança as decisões de agora caso a cúpula da instituição não adote medidas para garantir que vazamentos e esquemas para favorecer bancos ou fundos não voltem a ocorrer.

“Com a Operação Estrela Cadente, Roberto Campos Neto precisa adotar medidas para assegurar ao mercado que vazamentos do Copom – se acaso impossíveis de conter – serão alvo de um controle mais severo pelo BC. A investigação do MPF e da PF se debruça sobre o passado, mas isso não significa que não haverá mais a sombra da suspeição sobre as próximas reuniões do Copom, especialmente as mais polêmicas ou as de resultado surpreendente”, escreve o colunista.

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